Mercado de smartphones terá declínio anual inédito na história

Com o aumento considerável do preço dos smartphones, o ciclo de substituição para novos modelos também cresceu. Como decorrência disso, espera-se uma queda de 1,3% na remessa de smartphones em 2018. Isso significaria que, pela primeira vez desde o lançamento dos primeiros dispositivos do gênero, o mercado irá encolher ano após ano.

As informações são da agência de análise e pesquisa de mercado Counterpoint, que prevê que a tendência negativa de 2017 continue nos trimestres de setembro e dezembro deste ano. Isso mostra que, após anos de crescimento, o mercado de smartphones finalmente estagnou.

Entre as causas desta diminuição do mercado estão a desaceleração da economia global e as taxas de câmbio nos mercados emergentes flutuando rapidamente, como no caso da América Latina. Outros fatores importantes levantados pela Counterpoint são as guerras tarifárias entre EUA e China, o esfriamento do mercado depois de anos de excessos causados pela concorrência extrema e, por fim, o comportamento do consumidor.

Segundo o diretor da pesquisa, Tom Kang, os consumidores estão trocando de smartphones apenas quando necessário e, portanto, buscam sempre um dispositivo melhor, apesar da diferença de preço. O analista afirma: “a compra de um dispositivo mais caro resulta na extensão da duração dos ciclos de substituição, especialmente quando os ganhos (dos compradores) são limitados”.

Apesar da diminuição na remessa de smartphones distribuídos mundo afora, as fabricantes mostram aumento de receita em 2018. Isso é consequência direta do aumento do preço dos smartphones ano após ano. Desta forma, a previsão é de que a receita geral de smartphones venha a crescer 9% em relação ao ano passado. Isso é ainda maior do que o crescimento de 7% na receita de 2017.

Em nota, a agência afirma que os preços mais altos são justificados pelo aumento da capacidade de memória ROM e RAM no smartphones, pelo maior poder de processamento e investimento em recursos de Inteligência Artificial (AI), designs mais duráveis e, é claro, mais sensores de câmera.

Fonte: Olhar Digital

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